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Reinaldo Azevedo

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Eleitores de Ciro migram para Haddad e os de Alckmin optam por Bolsonaro, diz Datafolha

Reinaldo Azevedo

2010-10-20T18:19:25

10/10/2018 19h25

Na Folha:
Pesquisa Datafolha mostra que a maior fatia dos eleitores de Ciro Gomes (PDT) votará em Fernando Haddad (PT) no segundo turno, enquanto boa parte dos que votaram em Geraldo Alckmin (PSDB) migra para Jair Bolsonaro (PSL). 

O levantamento foi feito nesta quarta-feira (10), com 3.235 entrevistas presenciais em 227 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

O recorte mostra que 58% dos eleitores de Ciro preferem Haddad no segundo turno, contra 19% que optam por Bolsonaro. Outros 15% declaram que votam branco ou nulo e 8% não sabem. 

Entre os eleitores de Alckmin, 42% votarão em Bolsonaro e 30%, em Haddad. Entre esse eleitorado, 17% votam em branco ou nulo e 12% não sabem. 

No caso de João Amoêdo (NOVO), a maior fatia (49%) prefere Bolsonaro, contra 18% que opta pelo petista no segundo turno. Há ainda 18% que votam branco ou nulo e 16% não sabem. 

Já os eleitores de Marina Silva (REDE) são mais favoráveis a Haddad –37% escolhem o petista e 18%, o militar. Outros 33% votam branco ou nulo e 11% não sabem. 

A pesquisa mostra que, no quadro geral, Bolsonaro tem 16 pontos percentuais de vantagem sobre Haddad, quando se contabiliza os votos válidos. O militar tem 58% das preferências de voto, contra 42% de Haddad.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46,03% dos votos válidos e Haddad, 29,28%. Isso mostra que ambos tiveram subidas parecidas se comparado com a votação que tiveram –o militar 12 pontos percentuais e Haddad 12,7. 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00214/2018.

Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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