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Reinaldo Azevedo

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Por frente de apoio, Haddad deve desistir de taxação de grandes fortunas

Reinaldo Azevedo

15/10/2018 22h10

Com o endosso de interlocutores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o comando da campanha de Fernando Haddad (PT) já admite flexibilizar seu programa de governo em nome de um pacto contra a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

Anteriormente, a cúpula petista já cedeu ao retirar do plano de governo a proposta de convocação de uma assembleia nacional para revisão da Constituição, um integrante do comando da campanha recomenda a definição de dez pontos de convergência para elaboração de um programa comum, excluindo propostas polêmicas com difícil aprovação no Congresso —como exemplo, a retirada da taxação de grandes fortunas.

Autor do plano de governo de Lula, o próprio Haddad afirmou, nesta segunda-feira (15), que pretende "alargar o quanto puder" a frente de apoio a sua candidatura, "sobretudo com Ciro Gomes, que é um democrata, mas também com setores de outros partidos que lutaram pela redemocratização".

Por Cátia Seabra, na Folha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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