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Reinaldo Azevedo

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SEM SIGILO 2: Base já é desordenada, e ministério cria problema adicional

Reinaldo Azevedo

2022-04-20T19:00:42

22/04/2019 00h42

A base de apoio ao governo no Congresso, em particular na Câmara, já é uma bagunça, e a reforma da Previdência está longe de ser a queridinha dos parlamentares — aliás, diga-se, nem mesmo do presidente da República. A semana vai começar com o governo analisando onde pode fazer concessões já na Comissão de Constituição e Justiça, o que não estava no script. A ideia inicial era que o texto chegasse inteiro à Comissão Especial porque se avalia, com correção, que quanto mais magro a ela chegar, mais esquálido de lá sairá. Mas não foi possível. O fantasma da derrota se desenhou, e será preciso negociar antes da hora. O próprio Paulo Guedes, ministro da Economia, admitiu que assim será. No fim de semana, diga-se, ele andou falando à imprensa, fazendo a defesa da reforma, quase propaganda mesmo. Aliás, se há coisa de que o presidente Jair Bolsonaro não pode reclamar é da falta de apoio dos meios de comunicação à proposta. O clima, na maioria das vezes, é de engajamento — em alguns casos, é de engajamento cívico mesmo, o que, obviamente, vai além do papel que cabe ao jornalismo. Uma coisa é reconhecer a necessidade da reforma — e eu reconheço, por exemplo; outra, distinta, é comportar-se, no espaço noticioso, como prosélito de uma causa. Uma coisa é certa: a proposta não é lá muito popular no Congresso. Ora, se a reforma é necessária, vamos convir, quanto mais informações para fundamentar essa necessidade, tanto melhor. Quem esconde dados quer exatamente o quê?
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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