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Reinaldo Azevedo

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Eduardo Bolsonaro defende que Brasil possua bombas nucleares

Reinaldo Azevedo

2014-05-20T19:21:51

14/05/2019 21h51

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e filho do presidente Jair Bolsonaro, defendeu nesta terça-feira (14) a posse de armas nucleares e disse que o Brasil seria levado "mais a sério" caso tivesse um "poder bélico maior."

"É como o [presidente Donald] Trump fala: um grande governo começa com grandes Forças Armadas. Se tivéssemos os caças Gripen, o Prosub [Programa de Desenvolvimento de Submarinos] já finalizado, com os submarinos nucleares que têm autonomia muito maior dentro d'água; se tivéssemos um efetivo maior, um poder bélico maior, talvez fossemos levados mais a sério pelo [ditador da Venezuela, Nicolás] Maduro, ou temido quem sabe pela China ou pela Rússia", declarou o deputado, durante uma palestra a alunos do curso superior de Defesa da Escola Superior de Guerra, realizada na Câmara.

Lembrando que o Brasil assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Bolsonaro disse que o país sofreria uma série de sanções caso optasse por "atropelar" o acordo internacional e desenvolver um programa para a construção de uma bomba atômica.

"É um tema muito complicado, mas eu acredito que pode um dia voltar ao debate aqui, quem sabe resgatando as falas do [deputado falecido] Enéas Carneiro. São bombas nucleares que garantem a paz ali no Paquistão. Como seria a relação do Paquistão com a Índia se só um dos dois tivesse bom nuclear? Será que seria da mesma maneira do que hoje? Claro que não", disse.(…)

Por Ricardo Della Coletta, na Folha.

Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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