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Reinaldo Azevedo

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Onyx compara cortes na educação a economia para compra de vestido de festa

Reinaldo Azevedo

2015-05-20T19:12:56

15/05/2019 12h56

No dia em que estão previstos protestos em várias cidades brasileiras, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comparou os cortes na educação a dificuldades financeiras de uma família para a compra de um vestido para festa de 15 anos da filha.

"É que nem o pai, que tem um salário e sabe que tem que comprar o vestido de 15 anos da filha lá em outubro, mas ele está em maio. Aí, ele vai vendo o que vai entrando, o que vai gastando, e diz: 'ih, pode ser quem não dê, então, eu não vou sair para comprar churrasco, não vai ter cervejinha no final de semana, eu não vou comprar o tênis do João", afirmou o ministro ao argumentar que não se tratam de cortes, mas sim de uma reserva orçamentária.

"O que ele faz? Ele contingencia, ele protege, ele guarda o seu gasto. Isso é uma atividade responsável, é isso que o governo do presidente Bolsonaro está fazendo", defendeu.

As declarações foram feitas pelo ministro na manhã desta quarta-feira (15) durante um encontro com dirigentes das empresas de rádio e TV de Santa Catarina, realizado em Brasília.

Depois de o Ministério da Educação ter anunciado a redução de 30% do orçamento da pasta, foram marcadas manifestações em todo o país em defesa de recursos para a educação nesta quarta.

Os cortes atingiram desde o ensino básico ao superior e reduziram o orçamento das universidades federais, bloqueando bolsas de pesquisa.

O ministro negou ainda que o governo vá voltar atrás no contingenciamento anunciado no orçamento do MEC. (…)

Por Talita Fernandes, na Folha.

Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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