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Reinaldo Azevedo

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Bolsonaro diz que moeda única entre Brasil e Argentina é um "sonho". É?!

Reinaldo Azevedo

2007-06-20T19:13:32

07/06/2019 13h32

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (7) que a criação de uma moeda única com a Argentina, ainda em estudo, pode ser uma trava a "aventuras socialistas" no continente.

Ele, contudo, baixou o tom sobre a paternidade da proposta. Declarou que as críticas à proposta são bem-vindas e, após afirmar que a conversa sobre a proposta realizada na quinta (6) era "um primeiro passo para um sonho", disse que a proposta existe "desde 2011".

"Essa proposta existe desde 2011, e Paulo Guedes mostrou-se interessado, juntamente com o governo da Argentina, a voltar a estudar essa questão. Rodrigo Maia e qualquer que tenha criticado, é um direito, é um dever, estamos num país livre. As críticas são muito bem vindas e nos alertam sobre a possibilidade de estarmos nos desviando do caminho certo", disse o presidente.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticou a proposta em uma rede social. "Será? Vai desvalorizar o real? O dólar valendo R$ 6? Inflação voltando? Espero que não."

Bolsonaro usou, mais uma vez, o casamento para explicar os prós e contras da proposta.

"Uma nova moeda é como um casamento. Você ganha de um lado e perde de outro. Você às vezes quer ver o jogo o do Botafogo e não consegue porque sua esposa quer ir ao shopping. Mas, como num casamento, a gente mais ganha do que perde. Temos mais a ganhar do que perder. Com uma moeda única damos uma trava às aventuras socialistas que acontecem em alguns países da América do Sul", disse ele.(…)

Por Italo Nogueira, na Folha.

Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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