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Reinaldo Azevedo

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A REFORMA DE GUEDES MORREU 1: Pode haver outra, fraquinha; jamais aquela

Reinaldo Azevedo

25/03/2019 07h41

O Jair Bolsonaro que foi eleito acabou. O show de horrores que garantiu a sua eleição também já provou a sua ineficácia e atrai cada vez menos público. Essas são boas notícias, claro! O presidente não tem mais com quem se juntar para piorar. Ou melhora ou acaba apeado. Não por um golpe. As ilusões vão se desfazendo. O pessimismo realista da população será sempre mais prudente do que o otimismo ancorado num demiurgo, num salvador. Tanto pior quando este é dotado de poucos recursos intelectuais para entender o que está acontecendo. Ocorre que o fim dessas ilusões tem custos. E um deles atende pelo nome de reforma da Previdência. Aquela formulada por Paulo Guedes já foi para o brejo, também acabou, chegou ao fim. Alguma reforma haverá. Mas podem esquecer coisas como "economia de R$ 1 trilhão em dez anos". Como sabem, sempre chamei isso de uma fantasia. Não porque me opusesse ao texto, mas porque a realidade existe. A reforma de Guedes foi alvejada pela imperícia política de Bolsonaro, pela desarticulação no Congresso, pelo plano de carreira dos militares apresentado junto com a mudança da aposentadoria do setor e pela estúpida campanha movida contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
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Sobre o autor

Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. É autor de "Contra o Consenso", "O País dos Petralhas I e II", "Máximas de um País Mínimo" e "Objeções de um Rotweiler Amoroso".

Sobre o blog

O "Blog do Reinaldo Azevedo" trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

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